sexta-feira, 17 de maio de 2013

Me sinto aqui. Anexo. 
Sei que tudo o que guardei até hoje em meu interior, é pouco. 
Eu nem sei o que dizer, eu já nem sinto. Vejo pouco. Me importo pouco. 
Eu bem sei das minhas dores, caro. 
Sei o quanto sou forte. Por tê-las. Deus! Por que me encheria de oceanos se eu não pudesse suportá-los?
Eu sou eu. Em qualquer lugar. 






e agora eu me sinto. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Vou contar-lhe uma história, rapaz. Talvez você não goste. Talvez não leia. Poderia ouvir... Mas eu não poderia dizer. Minhas palavras sairiam de minha boca como lágrimas. Secariam. Seriam esquecidas um dia. Sem dúvidas, seriam. Eu necessito dessas folhas. Necessito das letras que formam as palavras. Egoísta? Claro. O papel não me julga, não me responde. O papel não me entende, nem me desentende. O papel poupa os seus ouvidos. Poupa as suas respostas e sua mente. Mas se você os lê... Ah meu rapaz! Aí você está perdido. Nas nuvens. Verá outra mente além da sua. Outro mundo. Se entenderá e me entenderá. 
Meu Deus! Você não é o protagonista dessa história e todas as outras pessoas não são figurantes. Cada ser é algo inexplicável. Nem com toda a empatia do mundo você não seria capaz de saber o que é ser um outro ser que você não é. Mas quando você lê... Já notou que é muito mais comum nos irritarmos e nos entristecermos com coisas pequenas? Já parou para pensar nas coisas maravilhosas que passam despercebidas? Raramente você nota o seu suspiro. Sabe aquela sensação boa que dá quando damos um grande suspiro? “Como é bom respirar” grita o nosso inconsciente. Quando alguém na rua sorri para você e involuntariamente você sorri também. Isso não é maravilhoso? Vou contar-lhe uma coisa, rapaz. Talvez você já saiba. Tudo é uma grande mentira. O que reflete para você de uma forma, te engana. Você enxerga próximo mas está distante. Tenta pegar mas não consegue. Seus olhos são lupas que aumentam a pequenez. E queimam, tatuando seus movimentos... Assim.